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Eleições - Reinaldo Alguz retorna à Alesp, e Enrico Misasi chega à Câmara dos Deputados

Reinaldo Alguz retorna à Alesp, e Enrico Misasi chega à Câmara dos Deputados

 

Engenheiro agrônomo e empresário de Dracena, político retorna à Assembleia Legislativa de São Paulo após quatro mandatos e uma tentativa de eleição para a Câmara dos Deputados


Reinaldo de Souza Alguz, do MDB, foi eleito deputado estadual por São Paulo nas eleições de 2026. O político recebeu 101.946 votos, correspondentes a 0,44% dos votos válidos, e garantiu uma das 94 cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).


Natural de Tupã (SP), onde nasceu em 6 de janeiro de 1963, Reinaldo Alguz construiu sua trajetória profissional e política no Oeste Paulista. Engenheiro agrônomo e empresário, estabeleceu sua atuação em Dracena, cidade onde também mantém seu escritório político.


Sua trajetória eleitoral começou em 2006, quando foi eleito deputado estadual pelo Partido Verde (PV), com 47.192 votos. Em 2010, foi reeleito com 78.964 votos. Em 2014, alcançou sua maior votação para o cargo, com 122.900 votos. Em 2018, conquistou novamente uma cadeira na Assembleia, obtendo 114.352 votos.


Durante seus mandatos na Alesp, Alguz participou de comissões e frentes parlamentares relacionadas a atividades econômicas, ciência, tecnologia, extensão rural, desenvolvimento municipal e infraestrutura. Entre 2009 e 2010, exerceu a liderança da bancada do Partido Verde e, entre 2011 e 2013, ocupou o cargo de 3º secretário da Mesa da Assembleia Legislativa.


Sua atuação parlamentar também teve ligação com demandas do interior paulista. Entre as pautas acompanhadas ao longo da carreira estiveram infraestrutura regional, agricultura, desenvolvimento econômico e melhoria das estradas. A própria Alesp registra sua atuação em temas relacionados à saúde, agricultura, infraestrutura urbana e estradas e rodovias da Alta Paulista.


Além da atividade política e empresarial, Alguz tem atuação ligada a trabalhos sociais e religiosos. Segundo perfil publicado pela Assembleia Legislativa, ele é ligado à Renovação Carismática Católica e fundou, em 1996, a Sociedade Irmãos da Misericórdia (SIM), entidade com atuação em diferentes regiões do país.


Em 2022, Alguz deixou a disputa estadual e concorreu ao cargo de deputado federal pelo União Brasil. Naquele ano, recebeu 62.666 votos, mas não foi eleito.


Quatro anos depois, decidiu retornar à disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, desta vez pelo MDB. Com 101.946 votos, voltou a conquistar um mandato estadual e iniciará uma nova legislatura na Alesp em 2027.


Ao todo, Alguz foi eleito deputado estadual em 2006, 2010, 2014, 2018 e 2026. Entre as cinco eleições vitoriosas para a Alesp, houve ainda a tentativa de chegar à Câmara dos Deputados em 2022.


Enrico Misasi: da assessoria parlamentar à Câmara dos Deputados


A trajetória de Reinaldo Alguz também se cruza com a de Enrico Van Blarcum de Graaff Misasi, advogado e político nascido em São Paulo em 6 de agosto de 1994.


Formado em Direito, Misasi construiu sua trajetória política ainda jovem. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, atuou como assessor parlamentar de Reinaldo Alguz, experiência que aproximou os dois e contribuiu para a construção da parceria política que seria levada às urnas.


Em 2018, aos 24 anos, Misasi foi eleito deputado federal por São Paulo pelo Partido Verde, com 108.038 votos. Tomou posse em fevereiro de 2019 e exerceu o mandato até janeiro de 2023. Durante sua passagem pela Câmara, foi titular de comissões como a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e ocupou a liderança da bancada do PV.


Entre os temas de sua atuação parlamentar esteve o saneamento básico. Misasi participou das discussões relacionadas ao novo marco legal do saneamento, aprovado em 2020, além de outras pautas legislativas durante o mandato.


Após deixar a Câmara dos Deputados, passou a atuar na área de relações institucionais da Prefeitura de São Paulo. Em 2026, voltou a disputar uma vaga para deputado federal pelo MDB e foi eleito novamente, com 106.225 votos.


Uma parceria que começou em 2018


A eleição de 2026 marcou a retomada de uma parceria política construída anos antes.


Reinaldo Alguz e Enrico Misasi já haviam formado uma dobradinha nas eleições de 2018. Naquele ano, Alguz disputou uma vaga para deputado estadual e Misasi concorreu à Câmara dos Deputados. Os dois foram eleitos.


A relação, porém, começou antes da campanha. Misasi havia trabalhado como assessor parlamentar de Alguz, acompanhando de perto a atuação do deputado estadual e sua relação com municípios e lideranças políticas.


Oito anos depois, a composição voltou às urnas. Alguz disputou novamente uma vaga na Assembleia Legislativa, enquanto Misasi concorreu à Câmara dos Deputados, ambos pelo MDB.


A estratégia reuniu candidaturas para diferentes esferas do Legislativo: Alguz na disputa estadual e Misasi na federal. A articulação teve como um dos pontos de conexão a região de Dracena e o Oeste Paulista, onde Alguz construiu grande parte de sua trajetória política.


O resultado repetiu o de 2018.


Em 2026, Alguz foi eleito deputado estadual com 101.946 votos, enquanto Misasi conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados com 106.225 votos.


Uma nova etapa a partir de 2027


Com os resultados, a parceria volta a ter representantes em diferentes níveis do Legislativo. Alguz inicia um novo mandato na Alesp depois de ter disputado uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022. Misasi, por sua vez, retorna ao Congresso após sua primeira experiência como deputado federal, entre 2019 e 2023.


Para o Oeste Paulista, especialmente para a região de Dracena, a eleição de Alguz mantém na Assembleia uma representação política construída ao longo de duas décadas. No plano federal, Misasi volta a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados.


A partir de 2027, os dois estarão novamente em diferentes Casas Legislativas, repetindo a composição eleitoral que havia ocorrido em 2018.


A nova legislatura será mais um capítulo da trajetória política construída por Alguz e Misasi, cuja parceria começou antes da primeira eleição conjunta e voltou a ser levada às urnas oito anos depois.