Estudo para o Parque do Povo é vital, mas Prudente precisa de alertas por SMS e força-tarefa imediata
PRESIDENTE PRUDENTE – O anúncio feito nesta terça-feira (11) pela Prefeitura de Presidente Prudente traz um misto de alívio e profunda reflexão. Ao assinar a Ordem de Serviço com a empresa Hidrostudio Engenharia, o município dá um passo necessário para entender, de forma científica, as enchentes crônicas que castigam o Parque do Povo.
A assinatura da Ordem de Serviço nesta terça-feira (11) abre caminhos para o futuro, mas conter danos e proteger motoristas exige inteligência e união de forças no presente. Esse é o pontapé inicial para enfrentar os problemas de enchentes. Precisamos entender tecnicamente o problema para planejar e executar as soluções necessárias, com responsabilidade e pensando no futuro da nossa cidade", afirmou o prefeito.
A administração municipal acertou ao pontuar que a ação é o pontapé inicial para enfrentar os problemas de enchentes" e que é preciso entender tecnicamente que o problema para planejar e executar as soluções necessárias, com responsabilidade e pensando no futuro da nossa cidade.De fato, o estudo, orçado em mais de R$ 715 mil, é a base para qualquer obra definitiva de macrodrenagem na bacia do Córrego do Veado.
Contudo, como jornalista que acompanha o cotidiano desta cidade e trabalha de forma independente, preciso fazer a pergunta que o cidadão comum faz nas ruas: o que será feito enquanto esse estudo não fica pronto ?
A Natureza tem Memória e o Prazo é Longo
Uma fotografia histórica do Parque do Povo (veja abaixo) nos ajuda a ilustrar essa urgência. O registro mostra o tempo em que o Córrego do Veado corria livre, com leito aberto e solo permeável. A engenharia das décadas passadas optou por prender o rio sob o asfalto e o concreto das avenidas 11 de Maio e 14 de Setembro.
Hoje, a natureza cobra o preço desse sufocamento. O parque, geometricamente, é a parte mais baixa da bacia. Funciona como um funil urbano. Sem espaço na terra para infiltrar, o rio oculto transborda a cada grande temporal.
A empresa contratada terá meses para entregar o diagnóstico básico. Depois disso, virão os prazos para abrir licitação e executar as obras em si. Na prática, estamos falando de anos até que o problema estrutural seja resolvido. Até lá, o céu vai voltar a fechar e a água vai voltar a subir.
Força-Tarefa e Alerta por SMS Já
O planejamento para o futuro não pode anular o cuidado com o presente. O município já conta com placas fixas sinalizando que o local é sujeito a alagamentos, mas em tempos de tempestades severas e repentinas, a sinalização estática não é suficiente para conter o perigo em tempo real.
É urgente que a prefeitura lidere, desde já, uma uniao de forças de segurança e salvamento.Uma articulação direta que integre a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros,Polícia Ambiental e as secretarias municipais em um plano de contingência rápida para o Parque do Povo.
Paralelamente,defendo a criação de um sistema dinâmico de alertas por SMS focado na geolocalização da nossa cidade. Diante de qualquer previsão ou mudança brusca no tempo, os motoristas e pedestres cadastrados receberiam avisos imediatos nos celulares:
"Alerta de temporal. Evite transitar ou estacionar veículos no Parque do Povo nas próximas horas".
A tecnologia de SMS em massa é simples, barata e altamente eficaz. Pode até alagar porque a engenharia ainda vai demorar para consertar o bueiro , mas um aviso na tela do celular evita carros arrastados, prejuízos comerciais maiores e perdas de vidas. O estudo técnico da Hidrostudio é essencial e muito bem-vindo, mas o monitoramento humano e o cuidado com a vida do prudentino precisam ser imediatos.
Em destaque na foto, Córrego do Veado canalizado, porém com leito ainda aberto no início da década de 1990.
📸 Museu Histórico de Presidente Prudente.